Publicaremos periodicamente "trechos" do arquivo de Chiara Lubich para
  oferecer, também hoje, uma possibilidade de contato com esta mulher
  extraordinária..

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Escolher Deus significa escolher Jesus Abandonado

Rocca di Papa, 23 de dezembro de 1983

(...)
De fato, se nós - estimuladas por um legítimo desejo de saber como as coisas se passaram - mas também pelo conselho da Igreja que, para salvaguardar a genuína pureza das inspirações, convida famílias religiosas e movimentos a voltarem aos tempos em que o Espírito Santo os suscitou; veremos que, ainda antes de termos as primeiras ideias sobre a técnica da unidade e aprendermos a realizar a unidade, nos foi proposto um modelo, uma imagem, uma vida: a vida daquele que verdadeiramente soube "fazer-se um" com todos os homens que existiram, que existem e que existirão; aquele que realizou a unidade, pagando-a com a cruz, com o sangue e com o seu grito; aquele que proporcionou à Igreja a sua presença, como Ressuscitado, todos os dias, até o fim do mundo. Este modelo é Jesus crucificado e abandonado.

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Maria, Mater Unitatis

Castel Gandolfo, 8 de dezembro de 1996

Passando, em breve síntese, a história do Movimento no que se refere a Maria, podemos ver melhor quem é Maria para nós.
Desde os primeiros tempos, mesmo numa época que parecia deixar o Espírito Santo acentuar quase que exclusivamente Jesus e seu Evangelho, ela se apresentou, embora timidamente, para logo nos revelar a sua relação com a unidade.

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Acolhei-vos uns aos outros

Roma (Città Nuova), 10 de novembro de 1992

Comentário sobre a Palavra de Vida:

Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus
(Rm 15,7)

Essas palavras expressam uma das últimas recomendações que são Paulo faz na sua carta aos cristãos de Roma. Aquela comunidade, como, aliás, muitas outras espalhadas pelo mundo greco-romano, era formada por fiéis provenientes, em parte, do paganismo e, em parte, do judaísmo. Portanto, pessoas com mentalidade, formação cultural e sensibilidade espiritual muito diferentes. Essa diversidade dava margem a julgamentos, preconceitos, discriminações e intolerâncias de uns para com os outros, certamente não condizentes com aquela acolhida mútua que Deus gostaria que eles tivessem.

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O amor nos torna semelhantes

Roma,  25 de  abril de 1976

Como amar Maria? Imitando-a, sendo como ela Palavra de Deus viva.

“De vez em quando algo em mim me diz que não amo Maria o bastante, que penso pouco nela. Na sua opinião, o que se deveria fazer para ter uma verdadeira devoção por Maria?”

Só de pensar em falar de Maria, o meu espírito estremece e o meu coração bate. Esse assunto supera todas as nossas faculdades humanas e no lugar das palavras seria preferível o silêncio.

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Ver a natureza como criatura de Deus

Loppiano, 27 de novembro de 1975

Em tom confidencial, Chiara partilha as graças de luz que recebeu contemplando a natureza

« Sinto um amor particular pela natureza e muitas vezes me perguntei como deve ser o meu relacionamento com ela, a fim de que não seja uma relação sentimental, mas uma relação como Deus a quer. Pode nos dizer algo sobre a sua relação com a natureza?»

Chiara: Markus, então você quer que eu diga alguma coisa, não é?
Falemos privadamente e imaginemos que ninguém está nos escutando. Eu tive na minha vida espiritual diversos momentos nos quais o Senhor me fez sentir mais este aspecto da vida, isto é, o contato com a natureza. Mas foi um encontro com a natureza um pouco característico, poderia lhe contar vários episódios.