Publicaremos periodicamente "trechos" do arquivo de Chiara Lubich para
  oferecer, também hoje, uma possibilidade de contato com esta mulher
  extraordinária..

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A sabedoria

Castel Gandolfo, 5 de dezembro de 2001

(De um discurso de Chiara às focolarinas)

Damos um sinal do amor de Chiara pela Sabedoria (Sophia): ela cita com paixão as palavras de Padre Raimondo Spiazzi, conhecido teólogo, que testemunham a singularidade e a preciosidade da penetração sapiencial da realidade.

Transcrevemos abaixo uma página de um livro de 1964, de que tanto gostávamos, de um sábio teólogo, o padre Raimondo Spiazzi:

«Pelo dom da Sabedoria, a alma se põe em contato com realidades eternas (...). Ela perscruta a profundidade de Deus e nela avista a beleza fúlgida. Vê o que não sabe exprimir, e bebe naquela fonte inexaurível sem jamais ficar saciada, com um desejo cada vez mais vivo – qual   cerva que se abeira da fonte. (…). 

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Nenhuma etapa da vida é indigna de ser vivida

Florença, 17 de maio de 1986

Nesse importante discurso Chiara não fala como alguém que ensina, mas como alguém que experimentou que o sofrimento, quando acolhido, aproxima de Deus. Uma forte mensagem para quem vive a experiência da doença e também para quem está perto de pessoas doentes e idosas.

Se colocarmos como base das leis ou iniciativas sociais uma mentalidade que não respeita a pessoa que sofre, o deficiente, o idoso, criamos pouco a pouco uma falsa sociedade, porque damos importância apenas a alguns valores, como a saúde física, a força, a extrema produtividade, o poder e desvirtuamos a finalidade pela qual existe todo o Estado, que é o bem do homem e da sociedade.
A saúde, como sabemos, é um dom precioso, que é necessário proteger. Por isso é preciso fazer de maneira que o nosso corpo e o dos nossos irmãos seja nutrido, repouse, não se exponha a doenças, a acidentes, a um esporte exagerado.
Também o corpo, com efeito, é importante para o cristão.

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Quem é o leigo para a igreja?

Rocca di Papa, 11.12.1986

Propomos um comentário de Chiara Lubich à Palavra de Vida deste mês ““Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.” (Rm 15,7), escrita por ocasião do Sínodo dos Bispos de 1987 sobre a vocação e a missão dos leigos. Após quase trinta anos, continua sendo de grande atualidade.

Queridos amigos,

El año 1986-’87 es importante para el mundo católico, ya que nos estamos preparando para la celebración del Sínodo de los Obispos, que tendrá lugar en otoño, sobre “Vocación y misión de los laicos en la Iglesia y en el mundo a veinte años del Concilio Vaticano II”.
Año importante para los laicos católicos, pero también – pienso – para los demás cristianos, en cuyas Iglesias a menudo se ha dado mucha importancia a los laicos.

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A santidade como dom

De um diário de Chiara Lubich
Rocca di Papa, 10 de maio de 1991

Comunicadora extraordinária, Chiara Lubich nunca conservou para si as luzes, os impulsos do Espírito Santo, as constatações sempre novas da atualidade da Palavra de Deus. A sua vida é um livro aberto em que todos podem ler.Também a respeito da santidade, Chiara foi generosa e comunicou as experiências interiores, os esforços e os propósitos como que para formar um “sistema de roldanas espirituais que elevarão o mundo”. No caminho à santidade almejava o essencial, em plena sintonia com o Novo Testamento (“Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” Mt 5,48. “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação”, 1 Ts 4,3), antecipando aquilo que o Vaticano II definirá um chamado universal à santidade (cf. LG 39-42).
Na linha do seu carisma, se acentua a importância do amor como caminho de perfeição, um amor que é dom. É este aspecto de dom e de “dom para os outros” que emerge deste trecho tão pessoal de um Diário de 1991, escolhido entre tantos, que propomos aqui.

 

Estou viajando para o Brasil e a ideia predominante em mim é: «devo santificar-me».
Sim, porque tenho ainda que concluir muitas coisas antes de "Partir", antes do "Encontro", no momento em que Deus assim quiser: os estatutos que, praticamente, já estão prontos; os regulamentos, que estou concluindo; as graças especiais do ano de 1949, em que estamos trabalhando. Todavia, devo deixar aos focolarinos outra coisa: a minha santidade. É necessária para que tenham um modelo que vale muito mais do que muitos escritos.

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Cerimônia de entrega a Chiara do doutorado honoris causa em Filosofia pela Universidade de La Salle

Cidade do México, 6 de junho de 1997

Os sinais de um mundo novo em Jesus abandonado e na Eucaristia

Na revelação hebraico-cristã o mundo é considerado uma criatura de Deus, de um Deus pessoal, portanto ele é um termo de uma relação permanente com Deus. Por isso o mundo tem um valor próprio e, ao mesmo tempo, uma sua autonomia, que se atua na história naquele sujeito pessoal que é o homem, dotado para estar em diálogo direto com Deus e com os seus semelhantes, e tem a sua atuação escatológica na Pessoa do Verbo encarnado e ressuscitado, o qual, Tu único do Pai, recapitula tudo em Si.

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A contribuição do carisma da unidade para o ecumenismo

Castel Gandolfo, 4 de abril de 1997

Um ecumenismo de povo que desabrocha do amor mútuo ...

Veronica: Sou uma focolarina anglicana da Grã-Bretanha.

Carissima Chiara, qual é a nossa contribuição para a plena comunhão das Igrejas?

Chiara: Ela quer saber de que modo específico ajudamos à comunhão das Igrejas. A nossa contribuição deve ser vista em todo o vasto campo ecumênico.

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Sem distinção de pessoas

Roma, 1969

Todas as pessoas são dignas do nosso respeito e da nossa confiança.

 «Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que diz: Dá-me de beber!» (Jo 4,10).
Jesus não se demora em responder à Samaritana a respeito dos litígios que existem entre os judeus e os  samaritanos. É uma linguagem que impressiona, que encanta, que eleva da terra ao céu.
Parece que o seu coração lhe saía do peito pelo desejo de dar aquilo que de melhor Ele traz para a terra: o  dom de Deus. Duas são as coisas que deseja dar aos homens: a graça e o conhecimento Daquele que dá essa «água viva».