Publicaremos periodicamente "trechos" do arquivo de Chiara Lubich para
  oferecer, também hoje, uma possibilidade de contato com esta mulher
  extraordinária..

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O Espírito Santo e os carismas

Um texto que ilustra a paixão de Chiara pela Igreja e que já contém, sem mencioná-la, a realidade dos perfis “mariano” e “petrino”, sobre o qual  João Paulo II falará com Chiara em 1997.

Acredita-se, às vezes, e por muito tempo acreditou-se, que exista contraposição entre Igreja hierárquica, governada pelo Papa e bispos, e Igreja carismática, animada por particulares dons do Espírito Santo.

Mas, na verdade, não é assim. A Igreja, vista na sua hierarquia e admirada pelos seus vários carismas, são aspectos complementares da única Igreja.

Cristo fundou a sua Igreja sobre os Apóstolos e sobre os Profetas (cf. Ef. 2, 20) e uma Igreja apenas hierárquica, da mesma forma que uma Igreja unicamente carismática, não é como Ele a pensou. Hierarquia e carismas são obras do mesmo Espírito, do único Espírito: o Espírito Santo, doados para vivificarem a única Igreja.

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Não te passe o tempo sem amor

Carta de 29 de novembro (provavelmente de 1947) para Anna Melchiori

Propomos uma carta endereçada à Anna Melchiori a quem chamavam de “João”, nome do «discípulo que Jesus amava». Entre os diversos assuntos tocados em poucas linhas, Chiara evidencia a misericórdia e as obras de misericórdia.

Ave, Maria!

Querida João,

Santa Clara! Que ela te dê, hoje, dia de todos os Santos franciscanos, e nosso dia, toda a Sua Chama Seráfica e o seu amor apaixonado por Cristo Abandonado!

Mantém-No sempre diante de ti como modelo do extremo amor.

Ele é tudo e é Ele dador da unidade.

Reza muito, João (= muito bem).

Faz com que seja Jesus a rezar, quando vivo, vive no teu coração, depois da Comunhão.

Fá-lo rezar de novo a sua oração ao Pai, para que tu sejas digna de agir pelo Maior Ideal: Deus.

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Quem Maria é para o Movimento dos Focolares

Castel Gandolfo, 8 de dezembro de 1996

(Tirado de um discurso de Chiara Lubich sobre a espiritualidade coletiva) 

Acreditar na extraordinária graça de poder imitar Maria:  comunicando-nos a experiência de luz que o Espírito Santo lhe possibilitou fazer, Chiara nos transmite essa certeza, propondo-nos assim uma maneira de honrar Maria

[…]

Repassando, em breve síntese, a história do Movimento no que se refere a Maria, podemos compreender melhor quem Maria é para nós e por que ela é um ponto fundamental da nossa espiritualidade.

Desde os primeiros tempos, num período em que o Espírito Santo parecia focalizar quase que exclusivamente Jesus e seu Evangelho, Maria se apresentou, embora timidamente, para logo nos revelar a sua relação com a unidade.

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Tomar a iniciativa

Rocca di Papa, 3 de janeiro de 1985

Como complemento à Palavra de Vida do mês de maio, propomos esta mensagem de um telefonema mundial, que trata um tema de grande atualidade: “Misericórdia” e “amar sem medidas”. 

Caros amigos,

O novo ano começa com uma Palavra de Vida maravilhosa: "Mas Deus, rico em misericórdia, pelo imenso amor com que nos amou, quando ainda estávamos mortos por causa dos nossos pecados, deu-nos a vida com Cristo" (Ef 2,4-5).

O comentário desta frase, que certamente vocês já leram, ressalta duas características do amor de Deus para conosco. A primeira é que Deus tomou a iniciativa e nos amou quando estávamos bem longe de merecer este amor, "mortos por causa dos pecados". A segunda é que Deus, com o seu amor, não se limitou a perdoar nossos pecados mas, amando-nos de maneira ilimitada, chegou ao ponto de fazer-nos participar da sua própria vida: "deu-nos a vida com Cristo".

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O que procuras existe

Uma carta de junho de 1944

Irmãzinha minha no Imenso Amor de Deus!

Ouve, te peço, a voz deste pequeno coração! Tu foste ofuscada comigo pela luminosidade ardente de um Ideal que tudo supera e tudo resume:

pelo Infinito Amor de Deus!

Irmãzinha minha: é Ele, Ele é o meu e o teu Deus que criou entre nós um laço comum mais forte do que a morte, porque jamais se deteriora; uno, como o espírito; imenso, infinito, dulcíssimo, tenaz, imortal como o Amor de Deus!

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Amar e ser amado

Castel Gandolfo, 9 de dezembro de 1995

(De um discurso às focolarinas)

O carisma da unidade tem a sua origem em Deus Uno e Trino e no mistério do Verbo encarnado que, na Paixão, vive o abandono. Chiara explica como entrar no dinamismo do amor trinitário.

(…) A vontade de Deus é Deus e Deus é Amor. A sua vontade, portanto, é amor. E é que também nós amemos: a Ele, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e a cada próximo como a nós mesmos (cf Mt 22, 37-39). 

Também nós, durante a vida, devíamos ser amor: pequenos sóis ao lado do Sol. 

Se, naquela época, a palavra "amor" significava comumente  o sentimento natural que une um homem e uma mulher entre si, ou significava o erotismo; se, em geral, não era usada na linguagem religiosa, que preferia o termo "caridade", mas frequentemente com uma conotação mais restrita de esmola, a manifestação especial de Deus Amor que tivéramos e o contato direto com a Palavra de Deus, nos haviam lançado luz sobre o seu significado cristão. Aliás, logo intuímos que o amor era o coração da mensagem cristã e, portanto, era dever absoluto colocá-lo em prática.

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Com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos...

Fevereiro de 1982

Chiara tinha uma predileção por esta palavra de são Paulo pela sua afinidade com a expressão “fazer-se um” que o Espírito lhe sugeriu desde o início de sua aventura espiritual. Segue um comentário feito por ela em fevereiro de 1982.

Comentário sobre a Palavra de Vida:

“Com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos...; tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo custo”. (1Cor 9, 22) 

O apóstolo Paulo tem um modo de se comportar, na sua extraordinária missão, que se poderia definir da seguinte maneira: tornar-se tudo para todos. De fato, ele procura compreender a todos, entrar na mentalidade de cada um, tornando-se judeu com os judeus. E com os não judeus – isto é, com aqueles que não tinham uma lei revelada por Deus – se torna como alguém que desconhece a lei.

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