Castel Gandolfo, 4 de abril de 1997

Um ecumenismo de povo que desabrocha do amor mútuo ...

Veronica: Sou uma focolarina anglicana da Grã-Bretanha.

Carissima Chiara, qual é a nossa contribuição para a plena comunhão das Igrejas?

Chiara: Ela quer saber de que modo específico ajudamos à comunhão das Igrejas. A nossa contribuição deve ser vista em todo o vasto campo ecumênico.

Nós sabemos que existe o diálogo da caridade, que é muito importante e que começou, creio, na época de Atenágoras, quando Paulo VI foi visitá-lo e vice-versa. O diálogo da caridade faz com que nos sintamos irmãos e nos ajudemos.
Fazemos a oração em comum. Esse é um diálogo com Deus, que tem por interlocutor Deus. É muito importante também sobretudo no mês de janeiro, na Semana de oração pela unidade dos cristãos.
Todos vocês ouviram falar do diálogo teológico dos especialistas, que também prossegue, apesar de certas vozes dizerem que o ecumenismo está parado, mas não é assim.
Nós promovemos um diálogo novo. O diálogo novo, que abrimos, do qual também as nossas autoridades foram informadas, é o diálogo do povo.
Por que nasceu o diálogo do povo? Porque a espiritualidade que nós vivemos nas várias Igrejas, se não me engano, membros de 300 Igrejas fazem parte do Movimento, fez surgir este diálogo, porque a nossa espiritualidade é comunitária e nos une, nos vincula, nos fraterniza.
 Se eu amo a Verônica e ela também me ama, o que se estabelece entre mim e ela? Jesus no meio. Jesus então nos une. São Paulo disse: "Mas quem me separará do amor de Cristo?" (Rm 8, 35). Também nós dizemos: "Mas quem me separará da Verônica?". É a caridade que nos une. É o próprio Cristo que nos une. Portanto, ninguém poderá nos separar, se vivermos a nossa espiritualidade. Portanto, de tanto vivê-la na Igreja católica, anglicana, luterana, metodista, etc., formou-se um povo, sem que nós o premeditássemos. Ele floresceu dessa espiritualidade que gera, por força - porque é comunitária -, um povo que é o nosso.
E o que aconteceu? Vivendo juntos, conhecendo-nos, amando-nos, incrementando a vivência do amor mútuo, o Movimento do qual todos participamos, descobrimos que não somos indiferentes uns aos outros, temos pontos em comum, já somos uma única família, já somos um povo cristão. Já somos este povo cristão.  
Eu fui batizada, mas também Verônica e vocês. Eu tenho o Antigo Testamento e vocês também. Eu tenho o Novo Testamento. No Antigo Testamento temos em comum os mandamentos. Temos os Concílios em comum e muitas outras coisas que agora não é possível citar.
Pois bem, se é assim, por que essa indiferença uns pelos outros? Por que não compomos uma única família, um único povo? Essa é a nossa contribuição específica.
[...] Portanto, a nossa parte é essencial. Por outro lado, não depende de nós, pois é um carisma que desceu do céu para a época de hoje, que é ecumênica, e é exatamente o carisma da unidade. Portanto, tem muito, muito a ver com o ecumenismo. Era isso que eu queria dizer.

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