Randogne (CH), 11 de agosto de 1982

Durante anos, na Suíça, no período do verão, sempre se comemorava a tradicional festa do onomástico de Chiara Lubich. Depois de ter pedido ao bispo Acácio para dizer uma palavra, ela comunica o seu pensamento, que soa como um “viático: desafia todos a aprender com santa Clara de Assis a abdicar a si mesmo, deixando que Cristo viva em nós. 

E nós? Do mesmo modo, para que o Ressuscitado permaneça entre nós.

(…) Li hoje de manhã, uma vez que é a festa de santa Clara de Assis, a bula de canonização desta grande, grandíssima santa da nossa Igreja. É uma bula que merece ser lida porque é maravilhosa! Não sei quantas vezes se repetem as palavras "claridade", "luz", "clareza", "fulgor", "lâmpada", tudo isso significa luz, luz luminosíssima, etc. Hoje, porém, não foi este o aspecto que mais me impressionou como das outras vezes, mas me impressionou uma palavra escrita na bula de canonização de santa Clara. Diz que Clara de Assis abdicou, abdicou a si mesma renunciando, justamente pela vocação à pobreza, completamente a si mesma para que Cristo vivesse nela.

Também nós devemos perder tudo, como nos disse o bispo, devemos deixar tudo de lado, também hoje. O que devemos fazer? Devemos abdicar a nós mesmos em favor de Jesus Ressuscitado, que poderá viver entre nós. E para que o Ressuscitado viva entre nós precisamos desaparecer, não existir.

Li nestes dias um escrito de padre Arrupe sobre o mistério trinitário no carisma de santo Inácio de Loyola. É maravilhoso constatar como ele explica a vida da Santíssima Trindade, e como santo Inácio penetrou nesta realidade através de iluminações particulares. Diz que as Pessoas da Santíssima Trindade vivem em êxtase, ou seja, sempre fora de si: o Pai encontra a si mesmo ao gerar o Filho, sempre estático, sempre estático.

Proporções feitas, também nós, na medida do possível, devemos imitar o modo de viver das Pessoas da Santíssima Trindade: viver fora de nós, viver “estáticos”, não para viver um êxtase extraordinário, místico, como certos místicos têm. Devemos ser o outro, a vontade de Deus. Quando devemos rezar, nos recolhermos, trabalhar; ser o outro quando estamos em contato com os nossos irmãos.

Então, o que devemos decidir hoje?

Hoje é o dia da nossa total abdicação. (Aplausos)

Santa Clara nos ensina a abdicar a nós mesmos para vivermos plenamente a vontade de Deus. E se estamos na vontade de Deus, que significa fazer uma determinada coisa ou viver o outro, o Ressuscitado estará também hoje entre nós. (...)

Chiara Lubich

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