Londres, 13 de junho de 1981

Como um membro do Movimento dos Focolares deveria considerar Maria?

Chiara Lubich responde a esta pergunta da comunidade do Reino Unido: como expressar todo o nosso amor por Nossa Senhora? Dando-lhe de presente o nosso esforço de buscar a santidade, para que a entregue a Jesus, fazendo pequenas ações, algo seguro, dia após dia, até sermos ‘outra pequena Maria’.

(…) Como é o seu relacionamento com Maria e como um membro do Movimento dos Focolares deveria considerar Maria?" 

Chiara: (…) Então, digo algo sobre o relacionamento com Maria, que não é só meu mas também de muitos focolarinos. Vocês sabem que amamos muito Nossa Senhora. E  quando amamos uma pessoa, gostaríamos de lhe dar um monte de presentes. Já há alguns anos pensamos em dar a Maria um grande presente. Dissemos: se por acaso nos fizermos santos, com a ajuda de Deus, queremos colocar este presente nas tuas mãos, para que tu o leves a Jesus. É um presente pessoal para Maria, para que o entregue a Jesus. Pensamos nisso, sem contar para Nossa Senhora, por que ninguém pode nos garantir que seremos santos. Pode ser que não consigamos ser santos.

Nesse caso é melhor dar a Maria as pequenas coisas e não as grandes que talvez nem venham a existir. Assim, decidimos dar-Lhe, dia após dia, todo o nosso esforço para nos fazermos santos, toda a nossa tensão à santidade. À noite oferecemos este presente a Nossa Senhora. São algumas moedas, mas é algo seguro.

Como considerar Nossa Senhora em todo o nosso Movimento? Eu entendi uma coisa há muitos anos, metade de vocês ainda não tinha nascido. Um membro do Movimento tem como modelo Maria. Lembro-me que Deus deu-me o exemplo seguinte. Eu tinha, naquele tempo, uma sobrinha bem pequena [...], tinha 4 anos, mas parecia a minha filha, era igual a mim. Um dia, enquanto eu estava rezando, entendi - porque entendem-se muitas coisas - que assim como ela era igual a mim, eu devia ser uma 'pequena Maria', mas o mais possível igual a Ela, e que  Maria era o meu "dever ser" e eu era o seu "poder ser".

Depois, com o passar do tempo eu compreendi como devia fazer para viver assim. Observei que Nossa Senhora faz a Vontade de Deus. Ela não fez coisas estranhas ou extraordinárias. Fez muita coisa, mas todas na Vontade de Deus. Quando fazemos bem a Vontade de Deus, momento por momento, somos "pequenas Maria".

Mas, Ela fez ainda uma coisa enorme: deu Jesus ao mundo. Nós devemos fazer a mesma coisa, de modo espiritual: dar sempre ao mundo Jesus presente espiritualmente entre nós. Com estas duas coisas: fazer a Vontade de Deus bem e dar sempre ao mundo Jesus presente entre nós, nós somos também uma "pequena Maria".

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