Paris, 17 de dezembro de 1996

Muitas vezes, acostumados a nos relacionarmos com a Mãe de Jesus só por devoção, podemos esquecer a sua função universal no plano da salvação. A íntima convicção de Chiara Lubich de reviver Maria, como modelo para todos, pode nos ajudar a viver o nosso relacionamento com Maria.

Nicole: "No ano de 1949 Maria se manifestou de maneira esplêndida por aquilo que é... Poderia nos dizer algo sobre o seu elacionamento atual com ela?"

Chiara: Como eu vejo Maria hoje? Eu a vejo grandíssima, íssima, íssima, porque é assim.  Deixou de ser para mim aquela jovenzinha de Nazaré, como a víamos antes, identificando-a com as suas estátuas, etc. Não; eu sei que Maria é grandíssima! E que até mesmo merece - é preciso entender bem esta frase - ser mencionada, como nós dizemos, quarta na Trindade, porque Deus a amou... realmente amou-a com o mesmo amor com o qual Ele amou o Pai, e por isso a fez grande. E naturalmente toda esta grandiosidade vem dele, que a fez assim tão grande. 

Nós não imaginamos e nunca imaginaremos quanto Maria é grande! Então, deixemos espaço à nossa imaginação, a todas as ideias possíveis para compreendermos um pouco quem é Maria. 

Eu compreendi que Maria é toda revestida da Palavra de Deus. 

Se vocês me perguntassem como é que devem fazer para permanecerem assim como agora, contentes, sempre no sobrenatural, no lugar onde Deus os colocou, a minha única resposta é: "Vivam a Palavra! Sejam a Palavra viva", porque ser a Palavra viva significa reviver Maria na terra. Ela era apenas Palavra. Quando se diz que ela conservava todas as palavras no seu coração, significa que as vivia. Ela era a Palavra viva, a Bíblia viva. Portanto, eu a imagino também assim.

Além disso, ela é o modelo por excelência dos leigos como nós, porque ela era leiga, e de modo todo especial. Por isso nós a vemos como o modelo da noiva, da esposa, da mãe, da viúva, da virgem. Todos podemos espelhar-nos nela. 

Ela também é a mãe de Jesus, que é o sumo sacerdote. Por conseguinte, é mãe dos bispos, dos sacerdotes. Também eles podem ver em Maria um modelo a ser imitado.

Portanto, outro ponto é que a vejo grandíssima, toda revestida da Palavra e nosso modelo. Ela é o nosso modelo a tal ponto que podemos dizer que Maria é o meu "dever-ser" e ela pode reviver em mim.

Vocês devem conhecer aquele escrito quando eu me senti impelida a entrar na capela e a perguntar a Jesus: "Por que quiseste ficar em todos os pontos da terra na dulcíssima Eucaristia e não encontraste um modo para deixar também a tua mãe?". Eu senti que Jesus me respondia de modo coletivo, não só a mim, mas a toda a Obra: "Não a deixei porque quero revê-la em ti. Sim, eu quero povoar o mundo com muitas outras Maria, mas em vocês". E depois na minha alma ecoou assim: "Canta as ladainhas e procura espelhar-te nelas". Ou seja, se formos um espelho das ladainhas, seremos outra Maria. "Eu não deixei Maria, porque quero revê-la em vocês".

Maria é o nosso "dever-ser" e nós somos Maria em potencial.

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